sábado, 18 de fevereiro de 2012

Todo discípulo é um crente, mas nem todo crente é um discípulo. Sabe por quê?



As 50 diferenças entre o membro e o discípulo
1. O membro espera pães e peixes; o discípulo é um pescador.
2. O membro luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se.
3. O membro se ganha; o discípulo se faz.
4. O membro depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus.
5. O membro gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo.
6. O membro entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida.
7. O membro cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário.
8. O membro precisa ser sempre estimulado; o discípulo procura estimular os outros.
9. O membro espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo é solícito em assumir responsabilidades.
10. O membro reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo.
11. O membro é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercer a sua fé.
12. O membro exige que os outros o visitem; o discípulo visita.
13. O membro busca na palavra promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas da Palavra.
14. O membro só pensa em si mesmo; o discípulo pensa só nos outros.
15. O membro se senta para adorar; o discípulo anda adorando.
16. O membro pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si mesmo.
17. Para o membro, a habitação do Espírito Santo em si é sua meta; para o discípulo, é meio para alcançar a meta de ser testemunha viva de Cristo a toda criatura.
18. O membro vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.
19. Os membros aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades.
20. Os membros foram transformados pelo mundo; os discípulos transformaram, e transformarão o mundo.
21. O membro espera milagres; os discípulos os fazem.
22. O membro velho é problema para a igreja; o discípulo idoso é problema para o reino das trevas.
23. Os membros se destacam construindo templos; os discípulos se fazem para conquistar o mundo.
24. Os membros são fortes soldados defensores; os discípulos são invencíveis soldados invasores.
25. O membro cuida das estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território.
26. O membro se habitua; o discípulo rompe com os velhos moldes.
27. O membro sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer uma igreja real.
28. A meta do membro é ir para o céu; a meta do discípulo é ganhar almas para povoar o céu.
29. O crente maduro finalmente é um discípulo; o discípulo maduro assume os ministérios para o Corpo.
30. O membro necessita de festas e eventos para estar alegre; o discípulo vive em festa porque é alegre.
31. O membro espera um avivamento; o discípulo é parte dele.
32. O membro agoniza sem nunca morrer; o discípulo morre e ressuscita para dar vida a outros.
33. O membro longe de sua congregação lamenta por não estar em seu ambiente; o discípulo cria um ambiente para formar uma congregação.
34. O membro carrega uma almofada; o discípulo uma cruz.
35. O membro se considera sócio da Igreja; o discípulo é servo;
36. O membro cai nas ciladas do diabo; o discípulo as supera e não se deixa confundir.
37. O membro é espiga murcha; o discípulo é grão que gera espigas saudáveis.
38. O membro responde talvez! O discípulo responde eis-me aqui.
39. O membro preocupa-se só em pregar o evangelho; o discípulo em pregar e fazer discípulos.
40. O membro espera recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá.
41. O membro é pastoreado como ovelha; o discípulo apascenta os cordeiros.
42. O membro se retira quando incomodado; o discípulo expulsa quem realmente quer incomodá-lo: os demônios.
43. O membro pede que os outros orem por ele; o discípulo ora pelos outros.
44. Os membros se reúnem para buscar a presença do Senhor; o discípulo carrega a Sua presença através do Espírito Santo.
45. Ao membro é pregada somente a salvação pelo Sangue de Jesus; o discípulo toma a Santa Ceia e anuncia às potestades do ar a vitória de Cristo sobre elas, para a glória de Deus.
46. O membro segue tentando limpar-se para ser digno de Deus; o discípulo não se olha mais e faz a obra na fé de que Cristo já o limpou.
47. O membro espera que alguém lhe interprete as escrituras; o discípulo conhece a voz de seu Senhor e testemunha dEle.
48. O membro não se relaciona com membros de outras denominações; o discípulo ama e respeita a todos, pois isto é uma ordem de Deus, e só assim o mundo o reconhecerá como discípulo de Jesus.
49. O membro procura conselhos dos outros para tomar uma decisão; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra e em fé toma a decisão.
50. O membro espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não é deste mundo e espera o encontro com seu Senhor.

Jesus nos mandou fazer membros ou discípulos?

(Fonte: Ministério Batista do Avivamento / www.miba.org.br)
Postado por Sammis Reachers às 11:36

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A quem devemos orar: ao Pai, ao Filho ou ao Espírito Santo?

Pergunta: "A quem devemos orar: ao Pai, ao Filho ou ao Espírito Santo?"

Resposta: 
Toda oração deve ser direcionada ao Deus triúno – Pai, Filho e Espírito Santo. A Bíblia ensina que podemos orar a um ou aos três, porque os três são Um. Ao Pai, oramos com o salmista: “Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei” (Salmos 5:2). Ao Senhor Jesus, oramos da mesma forma que oramos ao Pai, porque eles são iguais. Oração a um dos membros da Trindade é oração a todos. Estêvão, enquanto estava sendo martirizado, orou: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (Atos 7:59). Também devemos orar no nome de Cristo. Paulo exortou os crentes da igreja de Éfeso a sempre dar “graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20). Jesus assegurou aos seus discípulos que qualquer coisa que pedissem em Seu nome – quer dizer, Sua vontade – seria concedido (João 15:16; 16:23). Semelhantemente, devemos orar ao Espírito Santo e em Seu poder. Paulo pediu ao Espírito que unisse os corações dos crentes da igreja de Corinto (2 Coríntios 13:14). Além disso, o Espírito nos ajuda a orar mesmo quando não sabemos como ou pelo que pedir (Romanos 8:26; Judas 1:20). Talvez a melhor forma de entender o papel da Trindade em relação à oração é que oramos ao Pai, através do Filho, pelo poder do Espírito Santo. Todos os três são participantes ativos na oração do crente.

De igual importância é a quem não devemos orar. Algumas religiões não-Cristãs encorajam seus seguidores a orar ao panteão de deuses, parentes mortos, santos e espíritos. Católicos Romanos são ensinados a orarem a Maria e a vários outros santos, como Pedro. Tais orações não são bíblicas, são contra a vontade de Deus e são, na verdade, uma ofensa ao nosso Pai Celestial. Para entender o porquê, precisamos estudar a natureza da oração. Oração tem vários elementos e se estudarmos apenas dois – louvor e ação de graças – podemos ver que oração é, em sua própria essência, adoração. Quando louvamos a Deus, estamos louvando a Ele por Seus atributos e Seu trabalho em nossas vidas e no mundo. Quando oferecemos orações de ação de graças, estamos adorando Sua bondade,misericórdia e ternura para conosco. Adoração dá glória a Deus, o Único que realmente merece ser glorificado. O problema em orar a qualquer outra pessoa que não seja Deus é que Deus é um Deus zeloso e tem declarado que não vai dividir Sua glória com ninguém. Na verdade, fazer isso é nada menos do que pura idolatria. “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura” (Isaías 42:8).

Outros elementos de oração – tais como arrependimento, confissão e petição – também são formas de louvor. Arrependemo-nos sabendo que Deus é um Deus que perdoa e é amoroso, e que Ele tem providenciado um meio de perdão através do sacrifício do Seu Filho na cruz. Confessamos nossos pecados porque sabemos que “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9) e louvamos a Deus por isso. Aproximamo-nos dEle com nossas súplicas e intercessões porque sabemos que Ele nos ama e nos escuta, e louvamos a Ele por Sua misericórdia e bondade em estar disposto a escutar e responder às orações. Quando consideramos tudo isso, é fácil ver que orar a alguém que não seja ao Deus triúno é impensável porque oração é uma forma de adoração, e adoração deve ser reservada a Deus e apenas Deus.
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O que é um cristão?



Pergunta: "O que é um Cristão?"

Resposta: 
O Dicionário Webster’s define um Cristão como “uma pessoa que professa a crença em Jesus Cristo ou na religião baseada nos ensinamentos de Jesus.” Enquanto este é um bom ponto de partida para entender o que é um Cristão, como em muitas definições seculares, entretanto, ela falha em comunicar a verdade bíblica do sigificado de ser Cristão.

A palavra Cristão é usada três vezes no Novo Testamento (Atos 11:26; Atos 26:28; 1 Pedro 4:16). Os seguidores de Jesus Cristo foram chamados “Cristãos” pela primeira vez em Antioquia (Atos 11:26) porque seu comportamento, atividade e fala eram como Cristo. A expressão foi inicialmente usada pelas pessoas não salvas de Antioquia como um apelido desrespeitoso para debochar dos Cristãos. Significa literalmente: “pertencente ao partido de Cristo” ou um “aderente ou seguidor de Cristo”, o que é bem similar à forma como o Dicionário Webster’s a define.

Infelizmente, com o tempo a palavra “Cristão” perdeu uma grande parte de seu significado e é geralmente utilizada para descrever alguém que é religioso ou tem altos valores morais ao invés de ser um verdadeiro seguidor renascido de Jesus Cristo. Muitas pessoas que não acreditam em Jesus Cristo se consideram Cristãs simplesmente porque vão à igreja ou vivem em uma nação “Cristã”. Mas ir à igreja, servir aos menos afortunados que você, ou ser uma boa pessoa não fazem de você um Cristão. Como disse um evangelista certa vez: “Ir à igreja não faz de você um Cristão mais do que ir a uma oficina faz de você um carro.” Ser um membro de igreja, freqüentar os cultos regularmente e trabalhar para a igreja não podem fazer de você um Cristão.

A Bíblia nos ensina que as boas obras que fazemos não são capazes de nos tornar aceitáveis para Deus. Tito 3:5 nos diz que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” Então, um Cristão é alguém que foi renascido por Deus (João 3:3; João 3:7; 1 Pedro 1:23) e colocou a sua fé e confiança em Jesus Cristo. Efésios 2:8 nos diz que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé e confiança somente em Jesus Cristo. A sua confiança não é em seguir uma religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.

Um verdadeiro Cristão é alguém que colocou a sua fé e confiança na pessoa de Jesus Cristo e no fato de que Ele morreu na cruz como pagamento por nossos pecados e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos para obter vitória sobre a morte e dar vida eterna a todos os que Nele crêem. João 1:12 nos diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Um verdadeiro Cristão é de fato um filho de Deus, uma parte da verdadeira família de Deus, e alguém que recebeu vida nova em Cristo. A marca de um verdadeiro Cristão é o amor pelos outros e obediência à palavra de Deus (1 João 2:4; 1 João 2:10).
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lição 06 - A Prosperidade dos Bem-Aventurados - Cleiton José

TEXTO ÁUREO
“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração” (Lc 4.18).


VERDADE PRÁTICA
A verdadeira prosperidade não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens espirituais que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo nos proporciona.

Prezado professor, você tem desfrutado das bem-aventuranças? Este é o tema que estudaremos na lição de hoje: “A Prosperidade dos Bem-Aventurados”. Ser um bem-aventurado não é ter muitos bens materiais, mas é viver do favor de Deus. A graça divina nos dá condições para vivermos segundo os seus preceitos. Sabemos que na Lei de Moisés alguém para ser abençoado necessitava fazer alguma coisa. Porém, na dispensação da graça, os bem-aventurados são aqueles que não necessitam fazer coisa alguma, visto que pela fé o Filho de Deus já fez por eles! Por isso mesmo praticam boas obras. Enfatize, também, que para sermos abençoados, basta permanecermos firmes em Jesus Cristo.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber quais são os fundamentos das bem-aventuranças.
Explicar as bem-aventuranças da mansidão e da misericórdia.
Conscientizar-se de que a prosperidade dos bem aventurados firma-se nas coisas espirituais e não nas materiais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro de giz o esquema abaixo. Depois, pergunte aos alunos: “O que significa ser bem-aventurado?” Ouça as respostas e explique, utilizando o quadro, que ser bem-aventurado é ser feliz. Essa felicidade não se origina dos bens materiais que possuímos, mas em termos os nossos pecados perdoados por Jesus. Somente aqueles que receberam a Cristo como único e suficiente Salvador podem desfrutar dessa felicidade. Conclua enfatizando que essa alegria nos acompanhará por toda a eternidade.

Ser bem-aventurado é...

1. Ter paz e comunhão com Deus (1 Co 1.9).

2. Ser regenerado (Tt 3.5).

3. Experimentar uma mudança interior (2 Co 5.17).

4. É ter a certeza de que Jesus supre todas as necessidades (Sl 23.1).

5. É ter alegria em toda e qualquer situação (1 Ts 1.6; Hc 3.17,18).

6. É cantar e adorar ao Senhor em todo o tempo (At 16.23-25).


INTRODUÇÃO
As bem-aventuranças de Jesus destacam os princípios que fundamentam a Lei e os Profetas. Em cada sentença, enfatizam as riquezas espirituais em detrimento das materiais. Isso deve ter escandalizado os escribas e fariseus, porque eles se atinham mais à letra do que ao espírito da Lei Mosaica. Faz-se necessário, pois, nos voltarmos ao Sermão do Monte para reavaliarmos o que se vem ensinando nos púlpitos de nossas igrejas. Caso contrário, agiremos como a classe sacerdotal do tempo de Jesus. Além disso, corremos o risco de transformar a fé cristã num mero e perigoso relacionamento mercantil entre o crente e Deus.
Vejamos, pois, na aula de hoje, em que consiste a verdadeira prosperidade.

I. O FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS

1. O significado das bem-aventuranças. A expressão bem-aventurado vem da palavra latina beatus que, por seu turno, originou o termo beatitude. No original grego, o vocábulo usado por Mateus é makarios, cujo significado lembra felicidade, alegria divina e perfeita. Para os antigos gregos, somente os deuses realmente eram felizes, isto é, bem-aventurados. No hebraico, por outro lado, o vocábulo esher é traduzido, no salmo primeiro, com o sentido de quão felizes são! O sentido, portanto, é o de alguém que é feliz aos olhos de Deus por amar intensamente ao Senhor.
Observa-se ainda que, na literatura grega clássica, a palavra era usada para se referir à prosperidade material. Mas, na literatura sapiencial hebraica, ela se refere a uma condição de bem-estar espiritual com Deus (Sl 1.1; 32.1; 112.1). Jesus mantém esse último sentido.

2. Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3). No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como escassez de bens materiais, mas como necessidade da alma. Nesse contexto, pobre é o que tem uma carência espiritual! Por conseguinte, é aquele que reconhece suas verdadeiras necessidades espirituais. E por isso almeja um relacionamento mais profundo com Deus como o fez o salmista:
“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença” (Sl 42.1-5).
Almeja você a presença de Deus? Então, busque-o como o salmista.

3. Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4). Por que um crente chora? O motivo pode ser tanto interno quanto externo. Às vezes, choramos em decorrência de nossa própria situação espiritual, porque almejamos aprofundar nossa comunhão com o Senhor. Queremos estar mais próximos dEle. Suspiramos por uma intimidade maior com o Pai celeste. Outras vezes, choramos por causa da situação espiritual em que o mundo se encontra (Is 6.5). Se de fato choramos aos pés de Cristo, o consolo certamente virá.

II. A BEM AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA

1. Bem aventurados os mansos (Mt 5.5). Nesse contexto, manso é aquele que demonstra total submissão à vontade de Deus, mesmo quando esta parece contrariar seus interesses pessoais. Não é pieguice, mas submissão consciente ao querer divino. Manso também é aquele que, apesar de injustiçado, não procura a própria vingança, mas confia em Deus como seu legítimo defensor (Is 41.17; Lc 18.1-8). Se você age com mansidão e submete-se à vontade divina, você é verdadeiramente próspero. Isto significa que você possui uma riqueza que muita gente almeja e não tem: o domínio próprio e a conformação absoluta à vontade de Deus.

2. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6). Os verdadeiramente prósperos são aqueles que demonstram um forte desejo pela justiça divina e a buscam ansiosamente. Eles estão conscientes de que a verdadeira prosperidade só é alcançada com a instauração do Reino de Deus. Assim, seremos todos saciados em nossa fome e sede de justiça. Você anseia pelas coisas divinas? Ou só tem desejo por aquilo que perece? Chegou o momento de pensarmos nas coisas do alto (Cl 3.2)!

3. Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7). O léxico grego de Strong traduz essa expressão como “boa vontade ao miserável e ao aflito associada ao desejo de ajudá-los”. Em o Novo Testamento, a expressão ocorre com frequência no sentido de perdão. O bem-aventurado tem um coração não somente perdoador, mas disposto a socorrer os mais necessitados. Ele sempre abrirá a mão e o coração àquele que precisa de um socorro material. Você tem ajudado os órfãos, às viúvas e aos que se acham em dificuldades? Essa é a verdadeira religião (Tg 1.27). Você sabe perdoar? Você sabe amar como Jesus amou?

III. A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO

1. Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8). Jesus não se refere a uma pureza meramente ritual. Ele se refere ao homem que se acha limpo e isento de culpa. É uma pureza que vem de dentro, origina-se na alma. Você tem guardado o seu coração incontaminado? (Fp 4.8).

2. Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9). A Peshita, tradução aramaica de Mateus feita em 150 d.C, traduz essa expressão como os que fazem a paz! O pacificador é alguém que não somente ama a paz, mas encontra-se comprometido com o processo que a ela conduz. Você tem semeado a paz? Ou é alguém que se compraz em levar a guerra entre os filhos de Deus? (Hb 12.14).

3. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11). O princípio que o Senhor Jesus expõe é frontalmente contrário à filosofia materialista deste século. Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino de Deus são evidências de uma bem-aventurança eterna. É o que ensina Jesus. Dificilmente os pregadores da prosperidade aceitarão tais coisas. No entanto, eles se esquecem da advertência do Senhor: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

CONCLUSÃO

As bem-aventuranças de Jesus contrariam totalmente os conceitos da Teologia da Prosperidade. A grande lição que aprendemos com o Mestre é que o homem realmente próspero não é aquele que pode ser avaliado de forma superficial e materialista, mas aquele que encontrou a paz em Cristo (Rm 5.1). Isso não significa que Deus não queira que os seus filhos prosperem materialmente. Mas a prosperidade material nada representa sem a espiritual.

Fonte: Estudantes da Bíblia

Fonte: EBDistas